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Angola produz 31,33 milhões de barris de petróleo e 30,22 milhões levantamentos em Julho

Bernardo Bunga

26 Agosto, 2026 - 09:24

Bernardo Bunga

26 Agosto, 2026 - 09:24

A produção petrolífera de Angola atingiu 31,33 milhões de barris em Julho de 2026, equivalente a uma produção média diária de 1,01 milhões de barris por dia (BOPD), abaixo dos 1,03 milhões de BOPD inicialmente previstos para o período, segundo os dados do resumo mensal sobre a produção petrolífera da Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANPG)

Os números do sector petrolífero mostram que o desempenho de Julho representa uma execução de 97,9% da meta mensal, com a produção efectiva a ficar 21 334 barris por dia abaixo da previsão, correspondendo a um desvio negativo de cerca de 2,1% face ao volume projectado.

Em termos absolutos, a produção registada durante o sétimo mês do ano em curso totalizou 31 327 412 barris. Paralelamente, a produção de gás associado alcançou 70 015 milhões de pés cúbicos, correspondente a uma média diária de 2 259 milhões de pés cúbicos por dia (MMSCFD).

“Não obstante a paragem geral programada (TAR), que teve início no dia 09 de Julho, a fábrica ALNG produziu 1 869 476 barris de óleo equivalente (BOE). A produção corresponde à média diária de 60 306 barris de óleo equivalente (BOEPD), dos quais 49 616 BOEPD de LNG, 4 890 BOEPD de Propano, 3 691 BOEPD de Butano e 2 109 BOEPD de Condensados”, realça a ANPG.

Os levantamentos de petróleo do país atingiram 30,22 milhões de barris no período em análise, correspondendo a uma média diária de 974 980 barris de petróleo por dia (BOPD), acima dos 955 161 BOPD inicialmente previstos. O resultado representa uma execução superior à meta diária estabelecida, com a produção levantada a ultrapassar a previsão em 19 819 BOPD para o período.

Do total de 30 224 392 barris levantados, a Concessionária (ANPG) foi responsável pela maior parcela, com 7 748 270 barris, equivalente a 26% do total. Deste volume, 7 623 270 barris foram destinados à exportação, enquanto 125 000 barris foram entregues à Refinaria de Luanda.

Na segunda posição surge a Sonangol UNEP, com levantamentos de 5 599 639 barris, correspondentes a aproximadamente 19% do total. A empresa destinou 5 548 617 barris à exportação e 51 022 barris à refinaria.

Já a Sonangol E.P. efectuou levantamentos de 1 485 742 barris, representando cerca de 5% do total. Ao contrário das duas primeiras entidades, a maior parte deste volume foi canalizada para o mercado interno, com 938 882 barris entregues à Refinaria de Luanda, enquanto 546 860 barris foram exportados.

Exportações absorvem 96% dos levantamentos

A estrutura dos levantamentos indica uma forte orientação para o mercado externo. Dos 30,22 milhões de barris movimentados, 29 109 488 barris foram destinados à exportação, enquanto 1 114 904 barris foram entregues à Refinaria de Luanda.

Em termos relativos, as exportações representaram cerca de 96,3% do total dos levantamentos, deixando aproximadamente 3,7% para o abastecimento da refinaria nacional.

Durante o mês de Julho, estiveram em actividade 12 unidades de sondagem no sector petrolífero angolano, distribuídas entre operações em terra, águas rasas e águas profundas.

Onze das doze unidades de actividades de sondagem foram offshore

Do total de unidades em operação, uma esteve em terra, nomeadamente a Ideco 350, nas associações FS/FST. Nas águas rasas estiveram cinco unidades, entre as quais a Jack Up Shelf Drilling Tenacious, o barco de intervenção LWIV Hamad Eagle, no Bloco 0, a Jack Up Valaris V-144, no Bloco NGC, a SMS Essa, no Bloco 2/05, e a BORR Grid, no Bloco 3/05.

As restantes seis unidades, correspondentes a metade do total em actividade, operaram em águas profundas, segmento que mantém um peso significativo na actividade petrolífera nacional. Neste grupo estiveram a Valaris DS-9, no Bloco 15, a Sonangol Libongos e a Valaris DS-7, no Bloco 15/06, a Tungsten Explorer e a Sonangol Quenguela, no Bloco 17, e a West Gemini, no Bloco 24.

A distribuição das unidades revela, assim, uma actividade de sondagem predominantemente offshore, uma vez que 11 das 12 unidades em operação, equivalentes a cerca de 91,7% do total.

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Bernardo Bunga

EDITOR DE ECONOMIA & OIL

Bernardo Bunga é Editor de Economia & Oil no O Telegrama e possui mais de 5 anos de experiência em análise económica e planeamento financeiro. Licenciado em Economia pela Universidade Católica de Angola (UCAN), detém, também, o bacharel em Gestão Financeira pela Faculdade de Economia da Universidade Agostinho Neto (UAN). Fez parte da equipa de consultores que prestou consultoria ao Banco Mundial, ao Ministério do Planeamento e ao Ministério das Finanças para a harmonização de salários e subsídios dos projectos da representação em Angola do Banco Mundial. Actuou como consultor na Global Education e na Knowledge – Consultores & Auditores. Possui formações em planeamento e estratégia de tomada de decisão, teoria das restrições – Lean e Six Sigma (TLS), Excel Avançado e Análise de Dados.

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