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Irão abala centro financeiro do Dubai

Nelson Francisco Sul

14 Março, 2026 - 20:36

Nelson Francisco Sul

14 Março, 2026 - 20:36

Nesta sexta-feira (13), o Irão atacou o coração financeiro do Dubai. Embora as autoridades locais tenham interceptado o míssil iraniano, a verdade é que os destroços de drone atingiram um edifício no Centro Financeiro de Dubai, sendo este o segundo incidente nas proximidades do hub em apenas 24 horas

De acordo com a Agência France Press (AFP), o impacto fez o edifício tremer violentamente, com fumaça densa visível no alto e sirenes ouvidas nas proximidades. O Dubai International Financial Centre (DIFC, sigla em inglês) ou Centro Financeiro Internacional de Dubai é conhecido como um polo para empresas tecnológicas de blockchain, e tem como objectivo desenvolver o mesmo prestígio de Nova York, Londres e Hong Kong. O centro atende, principalmente, a região entre a Europa Ocidental e o Leste Asiático e, desde sua inauguração em 2004, atraiu empresas de todo o mundo.

A tensão no Médio Oriente levou mesmo a que os bancos internacionais e locais da região do Golfo a fecharem agências e a instruir os seus colaboradores a trabalharem a partir de casa. O Irão tinha alertado na quarta-feira (11) da semana finda, que iria atacar os bancos comerciais e os interesses económicos ligados aos Estados Unidos da América e a Israel, depois que ataques noturnos atingiram instalações ligadas ao Bank Sepah, o banco estatal iraniano responsável por pagar os salários de todas as forças castrenses do regime.

O mercado imobiliário é um dos sectores fortemente afectado com a escalada do conflito e que já começou a ressentir diretamente as consequências da guerra. A imprensa internacional, como o Financial Times, Reuters e Wall Street Journal, avança que os números do índice de empresas do sector imobiliário negociadas no Dubai Financial Market, acumula queda acima de 30% desde o início da guerra, refletindo uma rápida reprecificação de risco por parte dos investidores globais.

O sonho de Dubai, há muito alimentado pelo simbolismo de crescimento rápido e refúgio para capital global, enfrenta, neste momento, o seu maior teste de resistência. Executivos de topo começam a manifestar dúvidas quanto à segurança do País.

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Nelson Francisco Sul

Director

Nasceu em Benguela, cursou Direito, mas apaixonou-se pelo Jornalismo. Desde então, esteve sempre inclinado em jornalismo político e investigativo. Foi correspondente na Deutsche Welle, emissora internacional da Alemanha, e no Expresso, o principal jornal de informação generalista de Portugal. Em Angola, conta com passagens em diversos órgãos, destacando o extinto Semanário Angolense e o jornal económico Expansão. Até fundar o O Telegrama, Nelson prestou consultoria em duas agências britânicas de classificação de risco de crédito e de risco reputacional de negócios.

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